Eu e Fábio, há exatos um ano e dois meses, conhecemos um mundo que havia se perdido pra nós há tempos. Hoje, andamos às voltas com formigas que andam no asfalto, com libélulas mortas que nadam na piscininha de plástico. A quase todo anoitecer procuramos a lua. Inventamos estórias com cavalinhos e cachorrinhos. E nos últimos dias voltamos a brincar de esconde-esconde, agora num local inusitado, entre roupas estendidas no varal móvel daqui de casa. É o mundo do João, mundo inventivo, de sonhos, brilhante, cheio de sorrisos e gargalhadas. Mundo do qual nos perdemos por um certo tempo. Acho que talvez os artistas tenham uma certa conexão com esse mundo, porque não existe nada mais criativo do que a infância. Lembro-me bem de uma instalação que vi há uns anos atrás num museu. Ali vi um varal, com vários objetos pregados, tudo em movimento. Achei aquilo ali tão divertido, tão pueril. Coisa de artista, coisa de criança! Não imaginaria que em alguns anos, na minha própria casa estariam eu e meus amores a fantasiar com um varal, mexendo aqui e acolá, pra gente se esconder, pra gente se achar, pra gente se amar.
ps: como não falar disso ao ler o texto "De como eu me perdi da minha infância" do blog www.parafrancisco.blogspot.com
quinta-feira, 19 de março de 2009
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