sábado, 16 de agosto de 2008

Dez anos de formada. Cinco anos de carreira. Um ano ao lado de Fábio, ainda pregando quadros ali e acolá, montando álbuns, comprando enfeites e outros badulaques. Sete meses de maternidade. Sete meses ao lado do João. É, virei gente grande! Quando era pequena adorava ir com minha mãe aos supermercados. Lembro-me bem do Jumbo e da minha figurinha com mais ou menos sete anos entre corredores de panelas e vazilhas. Era o meu lugar predileto. Ficava sonhando com um filhinho, com um maridinho e todos os copinhos e as panelinhas colorindo meu sonho dourado de casinha. Crescendo, já moçinha, achei isso tudo muito chato. Queria mesmo era saber de viajar e viajar... E virar gente grande nem pensar. Fiquei viajando até bem outro dia, mesmo crescida e com panelinhas a adornar um cantinho pequenino. De repente, veio Fábio, veio João. Montei uma casinha maior, virei mulherzinha, virei maezinha. Virei gente grande. Pela primeira vez, vi que gente grande é coisa boa. É coisa séria, cheia de responsabilidade, mas é coisa muito boa. Foi preciso um tal amor de mãe chegar, pra tocar lá dentro do coração e me mostrar que rotina não faz mal não. Rotina faz mal se não tem uma casinha, com panelinha, com criançinha, com um amorzinho, que faz da vida uma flor muito coloridinha.

Um comentário:

Bia disse...

E uma amiguinha que, incrível, tá sempre na mesma ondinha sua, como essa aí desse post! Que lindo tudo isso, Mari! Beijão!