terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Meus dois homens dormem. Eles são parte um do outro, feitos da mesma matéria. De um acho que sei um pouco. De outro, apenas bem pouco. O tempo me dirá mais deles. Um é doce. Sei dele algumas coisas. Sei que um dia ele ficou perto de mim, deitou do meu lado, espreitando o que eu estava a ler. Na verdade, mal queria saber do livro. Em verdade, bem queria saber de mim. Soube, então, de mim. Fez um filho em mim. Veio, então, esse outro homem que apenas bem pouquinho conheço. Ele dorme. Suas mãos tão pequenas estão soltas no ar... Sei que o tempo vai trazer muito deles pra mim. Muitas vezes, tenho pressa. Quero saber mais deles, mas sei que não posso. Simplesmente, não posso. Deixo, então, meus dois homens a dormir, porque no sono deles eu posso.

Um comentário:

Bia disse...

Mari, vc tá arrebentando de mãe! E o João é um SORTUDO de ter como mãe! De todo mundo que eu conheço, você foi, de longe, uma das MELHORES escolhas, senão a melhor, que ele poderia fazer!!! Quer mais?