Hoje, o dia está cinza e junto com ele estou nublada. A chuva que se arma lá fora, aqui dentro de casa já é senhora. Procuro, procuro e procuro, mas nada de achar um raio de sol. O sol que me vem é um antigo, um sol de lembranças, que existiu quando eu era dona do meu tempo, do meu corpo, da minha liberdade. Acordei egoísta. Acordei pessimista.
Meus pensamentos voaram por agora até seu berço, até seu sono. Ao pé do teu ouvido, peço-te: perdoa mamãe, essa mulher mundana, feita de matéria humana.
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